Novo terremoto de magnitude 4.6 atinge a Venezuela após série de tremores
Novo terremoto de magnitude 4.6 atinge a Venezuela. País contabiliza 1.500 mortos após série de tremores e recebe ajuda internacional para resgates.


Um novo tremor de terra abalou a Venezuela nesta segunda-feira (29), elevando a tensão em uma região ainda em processo de recuperação após uma sequência de eventos sísmicos devastadores. O abalo, que atingiu magnitude 4.6 na escala Richter, teve seu epicentro localizado nas proximidades da cidade de Carabelleda, no estado de La Guaira, área que figura entre as mais impactadas pelos desastres ocorridos há cinco dias. <h2>Contexto do terremoto e monitoramento sísmico</h2>
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) detalhou que o fenômeno ocorreu a uma profundidade de 10 quilômetros, situando-se a 27 quilômetros do centro de Carabelleda. Embora a magnitude tenha sido significativa, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, classificou o evento como uma réplica de moderada intensidade. Até o momento, as autoridades locais não reportaram danos estruturais adicionais decorrentes deste episódio específico em território venezuelano. Desde o início da crise sísmica, a agência estatal do país contabilizou pelo menos 430 tremores secundários. A recorrência desses eventos é uma característica comum após grandes abalos, conforme observado por especialistas e moradores da região. Tamara Ádrian, professora de Direito da Universidade Central de Caracas (UCV), relatou que a frequência de movimentos telúricos é uma realidade constante para quem habita a capital, embora eventos de grande magnitude sejam considerados raros dentro do histórico geológico local. <h2>Impacto humano e operações de resgate</h2>
O cenário de destruição deixado pelos terremotos de magnitude 7.2 e 7.5, registrados na quarta-feira (24), permanece como o principal desafio para as equipes de emergência. Dados oficiais atualizados nesta segunda-feira indicam que o número de vítimas fatais se aproxima de 1.500 pessoas, com um saldo de 3.150 feridos. O esforço de busca e salvamento é monumental, mobilizando cerca de 25 mil socorristas, entre os quais estão 2,6 mil profissionais estrangeiros que chegaram ao país para prestar auxílio humanitário. O Brasil integra a rede de apoio internacional, tendo enviado quatro aeronaves carregadas com suprimentos e equipes especializadas em resgate. Até o domingo (28), o trabalho incansável das equipes permitiu o salvamento de 33 pessoas que estavam soterradas sob os escombros. A situação crítica em La Guaira e Caracas, onde 774 edifícios colapsaram, exige uma logística complexa para garantir que a assistência chegue aos desabrigados e feridos. <h2>Histórico sísmico e resiliência urbana</h2>
Para compreender a magnitude da tragédia atual, é necessário observar o histórico da região. Caracas, que possui um histórico de terremotos significativos, como o de 1967, que atingiu 6.1 de magnitude, enfrenta agora um dos maiores desafios de infraestrutura das últimas décadas. Sismólogos apontam que o intervalo entre grandes terremotos na capital venezuelana tem sido historicamente de aproximadamente 50 anos, o que reforça a necessidade de políticas públicas voltadas para construções com estruturas antissísmicas, como as observadas em modelos internacionais. Para mais informações sobre o suporte internacional, acompanhe as atualizações oficiais através da <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-06/novo-terremoto-de-46-atinge-venezuela-cinco-dias-apos-tremor-duplo">Agência Brasil</a>. A prioridade das autoridades segue concentrada na estabilização das áreas afetadas e no atendimento médico às milhares de vítimas que ainda necessitam de cuidados urgentes em meio à instabilidade geológica que persiste no país.