Seis dias após a série de terremotos que devastou diversas regiões da Venezuela na última quarta-feira (24), as operações de busca e salvamento permanecem em ritmo intenso. O governo venezuelano, por meio de dados compilados pela estatal Telesur, confirmou que o número de pessoas resgatadas com vida atingiu a marca de 6.640, um resultado que mantém viva a esperança das equipes que atuam em cenários de destruição severa.

A persistência dos socorristas tem gerado resultados significativos, mesmo com o avanço do tempo, que é um fator crítico em situações de soterramento. A mobilização envolve milhares de brigadistas e apoio internacional, focados em localizar sobreviventes sob os escombros de milhares de estruturas danificadas pelo abalo sísmico.

Resgates milagrosos em meio aos escombros

Um dos casos mais recentes de sucesso nas operações ocorreu em La Guaira, uma das áreas mais atingidas. O menino Klieber Morán, com idade estimada entre 2 e 3 anos, foi retirado com vida dos escombros do prédio Los Corales Garden 1. A operação foi conduzida por equipes de resgate da Jordânia, que atuam em conjunto com as forças locais.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou a notícia através de canais oficiais, destacando a importância da cooperação internacional. Após ser resgatado, o menor foi imediatamente encaminhado para receber cuidados médicos especializados, sendo este um dos episódios que renovam o ânimo das equipes de emergência.

Histórico de sobrevivência e recuperação

A trajetória de Klieber Morán guarda semelhanças com o caso de Marbelis Mijares, uma menina de 2 anos encontrada após quatro dias soterrada em Catia La Mar. O resgate de Marbelis tornou-se um símbolo de resiliência, com imagens divulgadas pelo Ministério da Defesa mostrando o reencontro emocionante com seu pai, Manuel Mijares.

O pai da criança expressou gratidão aos profissionais envolvidos na operação e confirmou que a menina apresenta um quadro de saúde estável. O caso reforça a eficácia das estratégias de busca adotadas pelos brigadistas, que continuam a vasculhar as ruínas em busca de sinais de vida, mesmo após o período crítico pós-desastre.

Mobilização nacional e apoio internacional

A magnitude do desastre exigiu uma resposta robusta, com mais de 25 mil brigadistas mobilizados em todo o território afetado. O suporte logístico e humanitário tem sido reforçado por diversas nações, incluindo o Brasil, que enviou militares e toneladas de medicamentos para auxiliar no atendimento às vítimas e na infraestrutura de saúde.

A situação permanece monitorada por órgãos internacionais, enquanto a Nasa aponta que cerca de 59 mil edificações podem ter sofrido danos estruturais. O trabalho de avaliação e reconstrução, aliado ao esforço contínuo de busca, define o atual cenário de crise enfrentado pelo país. Para mais informações sobre o desdobramento das ações humanitárias, acompanhe os registros oficiais da Agência Brasil.

​‌​