Uma nova legislação sancionada na quarta-feira (5) estabelece garantias fundamentais para o pagamento do piso mínimo do frete aos motoristas do setor de transporte rodoviário de cargas no Brasil. A medida, que transforma em regra permanente o conteúdo de uma medida provisória editada em março, visa assegurar a remuneração justa da categoria e fortalecer o controle sobre as operações logísticas em todo o território nacional.

A sanção, realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, consolida um esforço para regularizar as relações comerciais no transporte de cargas. O texto legal foca não apenas na proteção salarial dos condutores, mas também na implementação de mecanismos tecnológicos que impedem a circulação de mercadorias sem a devida documentação fiscal.

O papel do CIOT na regulação do transporte

A principal mudança introduzida pela norma é a obrigatoriedade da apresentação do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) antes mesmo do início de qualquer viagem. Este código atua como uma trava regulatória essencial para a conformidade das contratações.

Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o sistema foi desenhado para assegurar que todos os contratos de frete respeitem o piso mínimo estabelecido. Caso a operação não esteja em conformidade com as exigências legais, o código não é emitido, resultando no bloqueio imediato do frete ainda na fase de contratação.

Fiscalização automática e combate à ilegalidade

A nova estrutura normativa está diretamente vinculada ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais. Essa integração permite que a fiscalização do cumprimento das regras ocorra de forma automática e em larga escala, reduzindo a necessidade de abordagens manuais e aumentando a eficiência do monitoramento nas rodovias.

Além de garantir a remuneração dos profissionais, o mecanismo serve como uma ferramenta estratégica para o combate ao comércio ilegal. Ao exigir a regularidade documental para a emissão do CIOT, o governo busca coibir o transporte de produtos sem nota fiscal, promovendo maior transparência e segurança jurídica para o setor de logística. Para mais informações sobre o histórico da medida, consulte a Agência Brasil.

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