O ex-maratonista Daniel Ferreira do Nascimento, conhecido no cenário esportivo como Danielzinho, foi localizado com vida na cidade de São Paulo neste sábado (1º). O atleta, que representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, estava com paradeiro desconhecido desde o dia 19 de junho de 2026, mobilizando familiares e autoridades em uma busca que durou 44 dias.
O desfecho das buscas na zona leste paulistana
O reencontro ocorreu após um pedestre reconhecer o corredor na Rua Dr. Ubaldino do Amaral, localizada no bairro do Belenzinho, na zona leste da capital paulista. O cidadão acionou imediatamente a Guarda Civil Metropolitana (GCM), que realizou a abordagem e a verificação da identidade do ex-atleta.
Após a confirmação de que se tratava do maratonista, o caso foi encaminhado ao 30º Distrito Policial, situado no Tatuapé. Foi nesta unidade policial que ocorreu o reencontro de Daniel com seus familiares, encerrando o período de incertezas que perdurava desde o desaparecimento em Paraguaçu Paulista, no interior do estado.
Trajetória esportiva e recordes continentais
Daniel Ferreira consolidou seu nome no atletismo ao se tornar o recordista sul-americano da maratona, estabelecendo a marca de 2:04:51 em abril de 2022, na cidade de Seul, na Coreia do Sul. Este feito superou um recorde brasileiro e sul-americano que permanecia intacto há 24 anos, anteriormente pertencente a Ronaldo da Costa.
Além da marca histórica, o atleta detém o título de maratonista não nascido na África a completar a distância no menor tempo registrado. Em abril de 2023, ele garantiu seu índice para os Jogos Olímpicos de Paris ao finalizar a Maratona de Hamburgo na quarta posição, com o tempo de 2:07:06.
Suspensão por doping e afastamento das pistas
A carreira do corredor sofreu uma interrupção drástica em julho de 2024, quando um teste-surpresa realizado pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) detectou a presença de substâncias proibidas. As análises apontaram traços de drostanolona, metenolona e nandrolona no organismo do atleta.
Como consequência, ele foi impedido de competir nos Jogos Olímpicos de Paris. Em maio de 2025, a Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) oficializou uma suspensão de cinco anos, com efeito retroativo a julho de 2024. O banimento do atleta das competições oficiais permanece vigente até julho de 2029.

