Crescimento do emprego formal no Brasil

O mercado de trabalho brasileiro apresentou um desempenho positivo nos primeiros cinco meses de 2026. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o país registrou a abertura de 767.326 novos postos de trabalho com carteira assinada entre janeiro e maio. O balanço, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), confirma que todas as unidades da Federação apresentaram saldos positivos no período acumulado.

Somente no mês de maio, o saldo foi de 72.260 novas vagas. Este número é o resultado de 2.207.303 admissões frente a 2.134.343 desligamentos. O ministro Rogério Marinho destacou a resiliência do mercado formal, que mantém uma trajetória de expansão apesar das variações sazonais observadas em diferentes regiões do país.

Setores impulsionam a geração de vagas

O setor de Serviços liderou a criação de empregos no período, com um saldo positivo de 45.655 postos. Dentro desta categoria, os subsetores de Saúde Humana e Serviços Sociais, além de Atividades Administrativas e Serviços Complementares, foram os principais motores de contratação. O setor de Construção Civil também apresentou números expressivos, impulsionado majoritariamente por obras de infraestrutura.

A Agropecuária manteve um papel relevante na geração de postos, com destaque para as culturas de café, laranja e cana-de-açúcar. Na Indústria, a fabricação de veículos automotores e de produtos alimentícios foram os segmentos que mais demandaram mão de obra formal. Para mais detalhes sobre a metodologia, consulte o portal da Agência Brasil.

Dinâmica regional e sazonalidade

Embora o saldo nacional seja positivo, o desempenho variou entre os estados. Em maio, 22 das 27 unidades da Federação registraram crescimento no emprego formal. São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro lideraram a lista de estados com maior saldo de contratações no mês.

Por outro lado, estados como Rio Grande do Sul, Goiás, Tocantins, Santa Catarina e Alagoas apresentaram resultados negativos. Segundo o MTE, esses números refletem a sazonalidade típica do setor agropecuário, com o encerramento de ciclos de safra. No caso específico do Rio Grande do Sul, fatores externos, como tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos de couro e calçados, também impactaram o mercado local.

Impacto do Bolsa Família no mercado de trabalho

O ministro Rogério Marinho aproveitou a divulgação dos dados para rebater críticas sobre a relação entre programas de transferência de renda e a busca por emprego. O titular da pasta afirmou que o Bolsa Família não atua como um desincentivo à formalização, apresentando números que comprovam a movimentação de beneficiários no mercado de trabalho.

Entre janeiro e abril, mais de 1,4 milhão de pessoas vinculadas ao programa foram contratadas, enquanto pouco mais de 1 milhão foram desligadas. O saldo positivo de 421 mil contratações de beneficiários reforça, segundo o governo, que a população assistida busca ativamente a inserção ou o retorno ao mercado de trabalho formal.

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